65th Mostra Internacional de Arte Cinamatografica de Veneza

A 65th Mostra Internacional de arte cinematográfica de Veneza nos ofereceu durante os últimos onz dias, o panorama mundial da produçao cinematográfica. Evento onde se estabelece uma frenética atmosfera em busca das sessoes mais concorridas, afim de visionar a tendencias do cinema contemporâneo. Grandes produçoes dividem espaço com cinematografias emergentes, ao mesmo tempo que bons filmes contrastam com ruins. Onze dias de intenso trabalho, deixando que a luz projetada queime nossas retinas, simplesmente para afiar-la afim de separar cada material quanto a suas qualidades fílmicas.E valorar a traves de um processo lógico, o comportamento cinematográfico dos muitos diretores expostos. Vamos propor aqui descrever as impressoes deixadas na 65th Mostra, analisando as distintas vertentes apresentadas (digital e analógica), e sua relevância qualitativa. De modo que mencionaremos as obras destacadas pela premiaçao oficial, sem esquecer de alguns outros filmes selecionados, que merecem também um comentário.Mas é preciso dizer desde agora, que uma opiniao comum entre os profissionais da indústria, foi que, num plano geral, a 65th Mostra de Veneza deixou a desejar quanto seus aspectos seletivos. Acredito que a insatisfaçao do críticos se deve ao excessivo numero de obras digitais presentes, embora algumas realmente merecem ser reconhecidas por sua qualidade cinematográfica. Mas numa grande maioria, o suporte digital apresentou obras ruins, e essas questoes queremos expor aqui. Essa tendencia faz parte de um fenômeno global, e devem ser analisadas.

Breve ensaio sobre a questao digital na 65th Mostra de Venezia

A mais sólida tendencia que podemos comprovar nos grandes festivais europeus, e a 65th veio para confirmá-la ainda mais, é que o suporte digital vem ganhando cada vez mais espaço no concurso das mais importantes premiaçoes. Para iniciar uma analise critica desta tendencia, é necessário dizer que em muitos casos, esse fato prejudica o potencial criativo da arte cinematográfica. Em nome do progresso tecnológico,a linguagem do cinema esta sofrendo importantes mutaçoes estéticas, que nem sempre significam um autentico progresso. Nao se trata de cair no discurso de defesa pura ao 35mm. Somos conscientes de que a captaçao da imagem via suporte digital é uma realidade eminente, embora podemos constatar que esse fenômeno, em muitos casos, prejudica a evoluçao lingüística do cinema. Essa é uma afirmaçao provocada por muitos diretores que ainda nao souberam se adaptar. Temos que dizer que a tecnologia digital está ainda anos luz da qualidade ótima do suporte clássico 35mm. E que a crescente tendencia produtiva digitalizada está contaminando negativamente a seleçao oficial dos grandes festivais do mundo. Salvo algumas exceçoes, as esperanças sao mantidas pela obra de cineastas vanguardistas que se adaptam exclusivamente ao novo suporte, como é o caso de Inland Empire, de David Linch, por citar um nome.

Primeiramente, quando falamos em problemas e defeitos do suporte digital, nos referimos a uma questao óptica: a limitada profundidade de campo das lentes em digital, obriga os diretores a trabalhar uma imagem de forma que o foco é total em todos os segmentos do enquadre, e por praticamente um filme inteiro. Isso representa um grave erro lingüístico de um diretor inadaptado, pois quando o espectador se depara com um enquadre totalmente em foco, nao existe diferenciaçao quantos aos valores dos elementos que o compoe. O olhar do espectador nao é direcionado a nenhum ponto em concreto, e sim a todos possíveis, resultando em um desconforto visual. Quando todo o enquadre está a foco, significa que diretor nao está trabalhando a separaçao dos elementos, e assim, diz ao espectador que tudo o que está a mostra possui o mesmo valor cinematográfico. Desta forma, o autor emprega a mesma importância a todos elementos. Isso é uma constataçao teórica. Estamos falando de cineastas que utilizam câmeras de baixa gama, ou semi-profissionais. Mas é importante dizer que muitos filmes que utilizam esse equipamento estao sendo amplamente selecionados em grandes festivais, como Veneza, ou Berlin.

Francamente, essa utilizaçao representa uma forma bem medíocre de trabalhar a linguagem cinematográfica, e até mesmo amadora. A limitaçao técnica será resolvida quando os diretores digitais passem a usar câmeras com ópticas PL, igual que das câmeras 35mm. Enquanto isso nao ocorre, o papel do critico tem que ser implacável frente a essa questao. Nao deveria ser aceito o argumento de que o uso do material semi-profissional possibilita cineastas com poucos recursos exporem suas visoes. Pois, como ja foi dito, o uso dessa técnica prejudica a evoluçao lingüística do cinema. E isso onde deixamos ainda sem citar a baixa fidelidade cromática, e o difícil controle das altas luzes como outros problemas estéticos.

O argumento exposto aqui, nao representa de forma nenhuma, um discurso elitista. Todos nós sabemos a importância de democratizar o cinema. O problema, é que em nome dessa democratizaçao, se está consolidando o fenômeno de banalizaçao da imagem nos grandes festivais. Qualquer pessoa pode fazer cinema digital hoje em dia, mas isso significa que teremos que convier com obras cada vez piores, pra nao dizer insuportáveis.

Esses sao os contras. Agora bem, podemos encontrar algumas raridades digitais que possuem muito valor cinematográfico.Jia ZanghKe, selecionado na 65th Motra com o curta “Cry me a River”. Ele é hoje o mestre deste suporte, quase uma unanimidade. Podemos contemplar em toda sua obra digital, uma grande preocupaçao com as implicaçoes estéticas do suporte. Vemos seu esforço por se aproximar ao maximo das dominantes do celulóide, a traves das trabalhadas texturas dos espaços onde se localizam seus filmes, e a través da técnica óptica. Seu comportamento frente ao digital é o contrario de alguns outros diretores selecionados, que se comportam frente ao suporte como vitimas da falta de dinheiro, em vez de encontrar uma soluçao criativa para os problemas estéticos implicados. Um grande diretor digital seria quem fosse capaz de superar essas limitaçoes , fazendo com que o tema, ou argumento seja um caráter primário a estética. Isso é algo quase impossível: Estética é o primeiro contato do olho espectador com o filme, e em muitos casos é o que garante a fidelidade do espectador com o visionado. Superar as limitaçoes digitais e manter o conforto aos olhos, somente é possível com grande capacidade criativa na direçao, e na fotografia, obviamente. E a verdade é que nem todos os diretores possuem essa capacidade.


A premiaçao da FIPRESCI, ao filme Gabbla” (“Inland”) (Tariq Teguia, Algeria), deve ser considerada como um impulso, e um exemplo a seguir para os outros cineastas digitais. Apesar dos muitos problemas que possuem muitos diretores adeptos ao digital, a federaçao internacional dos críticos decidiu apoiar um filme que soube utilizar a fragilidade do suporte ao se favor. Decidiu premiar uma estilística digital adaptada a narraçao, para que os próximos filmes e os próximos festivais se inspirem e melhorem em como fazer. A FIPRESCI nao perdeu as esperanças apesar de tantos pesares. Foi muito importante o reconhecimento ao filme Gabbla” (“Inland”), dado que além do significado intrínseco dessa premiaçao, trata-se de um filme dirigido com maestria, e absoluta consciencia. Uma historia que busca expressar a o período pos guerra civil na Argélia(1992-2002), retratando seus restos e conseqüencias na atual sociedade. O argumento se baseia em Malek, um topógrafo que aceita um trabalho na remota zona Ouarsenis, no norte do país. Uma regiao infestada por minas terrestres, onde o protagonista tem que conviver entre a sociedade ocidental e o mundo islâmico. Uma obra forte pulso critico, reividicadora de um “movimento dionisíaco” da sociedade, como se apresentam os atores num debate sobre o mundo logo no inicio do filme.

Outro filme muito interessante neste suporte foi Hooked, do romeno Adrian Sitaru. Longa metragem filmado totalmente em planos subjetivos dos 5 personagem, . Conta a historia de um casal, que no fim de semana, decide fazer um pic nic num parque. Pegam o carro,e no caminho atropelam uma prostituta. Quando entao ,nao sabem o que fazer com o corpo e decidem abandoná-la num bosque, ela desperta, e percebem que a garota nao sabe muito bem o que aconteceu. Tentam disfarçar, e a convidam para passar a tarde com eles no parque. Mas entao, começa o jogo da prostituta. Se inicia a uma serie de diálogos intrigantes entre ela e o casal, de forma individual (o casal ocupa espaços separados do parque nestes momentos de modo que a prostitua mantem um dialogo individual com cada um). Pela incerteza se ela sabe ou nao do atropelo, o casal esta vulnerável frente a perspicácia da prostituta. Ela entao consegue penetrar em seus segredos, e os usa para manipular-los. O filme se baseia na teoria aristotélica, que implica que a narraçao se deve centrar no aqui e no agora, trabalhando o tempo cinematográfico de forma que precede o uso de elipses. Os diálogos construídos em forma de contra ponto entre os personagens e possui a inteligencia suficiente para manter o espectador atento nos detalhes, e entender suas personalidades e suas reaçoes.Os atores também estao esplendidos, e livres, dando a impressao que em vários momentos inventam o dialogo instantaneamente.
O filme ”Vegas: a true historie”, um dos digitais concorrendo ao premio principal, é outro que se filmado em 35mm, teria um resultado ainda mais positivo. O diretor Amir Nadeli conseguiu realizar um filme bem interessante em HD, retratando o comportamento obsessivo de uma família decadente ex viciada em jogo, . Um drama com pitadas de comedia, localizado aos redores de Las Vegas, filmado com inteligencia, mas caindo nessa historia de limitaçao estética do digital. Mesmo assim, é mais um filme que abstrai o problema estético através de um sólido argumento. Neste caso, o comportamento obsessivo chegou ao absurdo: Eddie , o protagonista, acredita que em seu jardim (muito bem cuidado por sua mulher) está enterrado um tesouro incalculável, somente pelo fato de que um ex oficial do exercito ofereceu uma boa quantia de dinheiro pela casa, justificando que ali foi o local de sua infacia, e de grande afeto para sua mae. Eddie nao convence sua mulher de vender a casa, e começa a suspeitar existir algum outro motivo para esse comprador desejar seu modesto terreno. Entao convence sua mulher a escavar o jardim, começando por um pequeno buraco indicado por um detector de metais barato. Começa entao a desgraça: nada pode convencer a Eddie que nao há a fortuna escondida, e ele entao inicia a escavaçao cada ve em maiores proporçoes. No começo, sua mulher e seu filho ate ajudam a escavar os primeiros buracos, mas logo se contrariam totalmente. Eddie chega a alugar uma escavadora, e aos poucos destrir tudo que possui, a relaçao com sua família e sua casa. Termina encontrado alguns canos, e a mulher abandonou a casa, seu filho de 12 anos lhe prepara o jantar... Uma parodia agradável sobre o estilo de vida da decadencia americana, mais concretamente o de Las Vegas.


Outro filme digital que marcou, foi zero bridge, rodado na Caxemira, pelo americano Tariq Tapa. Impressionante narraçao fronteirizando com documentário; o filme é na verdade uma tese feita para a universidade local, onde o diretor estuda. Rodado também em formato HD, trata de um jovem rebelde, de 17 anos, que necessita adaptar seus sonhos a dura realidade em que esta imerso. Varias obrigaçoes, o tradicionalismo, dificuldades atravessam seu desejo de mudar para Delhi, lugar idealizado como ponto de possível realizaçao pessoal Uma realidade em muitos pontos semelhante a do Brasil. Entre sobreviver sem os pais, e a dedicaçao aos estudos, Dialawar passa por vários dilemas morais, amorosos; e os encara de frente, com a vitalidade necessária para garantir sua sobrevivencia. Interessantíssima planificaçao narrativa, onde as seqüencias se apresentam, nao como uma açao lineal por parte do protagonista, e sim açoes quase que independentes, elipses longas, onde as conseqüencias de cada seqüencia, estao bem adiantadas em relaçao uma com a outra, dilatando o tempo cinematográfico . Os lapsos elípticos sao distantes, dando muita complexidade ao elo narrativo, mas que no final do filme resulta muito eficiente, no que se refere a expressao global do cotidiano de um jovem em uma regiao conflituosa.

Todos esses bons filmes esbarram na problemática estética exposta. Mas por serem bons, conseguem superá-la. Mas resulta desagradável acostumar o olho a algo que é pior do ques estamos acostumados. Esperamos sim, que o digital evolua, mas ainda existem muitas barreiras, e problemas para resolver. Por conta disso, a evoluçao tecnológica está transformando o cinema mundial em uma arte em plena mutaçao conceitual, que no presente momento resulta ser menos eficiente que a atual, no sentido de qualidade estética. Pode se dizer que nao é culpa do cinema, e sim da tecnologia, mas os cineastas serao sempre os responsáveis por descobrir como utilizá-la. Nos próximos anos, quando esses problemas forem resolvidos, haverá outras questoes. Em quanto isso nao ocorre, a boa e velha película irá garantir sua supremacia com muita facilidade. As obras digitais estao ainda a anos luz da qualidade fotoquímica.


35mm, esplendor insuperável


Os filmes em 35mm da 65th Mostra tiveram entre níveis de regular e bom, com as produçoes francesas, particularmente com um nível superior aos dos demais paises. Obviamente, comentar aqui boa parte dos filmes visionados daria espaço para m livro, entao vamos apresentar um comentário de algumas das obras com mais relevância no sentido no sentido da premiaçao oficial,e outra que se destacou pela forma, técnica e argumento.

Win Wenders e seu time de júri composto por Lucrecia Martel entre outros, decidiram premiar com o leao de ouro o filme “The Wrestler”, marcando o retorno de Darren Aronovsy ao certame italiano, mas desta vez triunfante, após uma passagem negativa em 2006 com “The Fountain”. O diretor de“Requein for a dream”, apresenta uma historia comovente, embalada pela musica de guns n´roses , sobre a trajetória de um veterano lutador de vale-tudo. Randy, que se ve obrigado a parar de lutar por problemas de coraçao. Após a retirada forçada, Randy começar valorar a situaçao de sua vida: busca se entender com sua filha, e resolver-se com um antigo amor. Mas na verdade, o que lhe mais realiza é a luta, e entao decide voltar. É um filme sobre superaçao e paixao, ao estilo de “Roky”. A premiaçao de “The Wrestler” nao chegou a ser grande surpresa , havia filmes como ”The Hurt Locker” ou ”Paper Soldier”, que também estavam bem cotados, mas Veneza também é conhecida por sua inclinação Hollywoodiana. “ The Wrestler” com o leão de ouro, manteve esta tendência, mas também ajudar a gerar uma das máximas do festival, que foi que haviam melhores fora da premiação principal.

PA-RA-DA, é uma co-produçao franco-italiana. Belíssimo filme, baseado numa historia real, que nos traz a vida de um jovem ativista social frances que decide ir a Romenia, em Bucareste, para ajudar as crianças de rua que vivem na marginalidade desta cidade. Outro filme que se aproxima aos temas sociais brasileiros, e que pretende indagar até que ponto, o protagonista Milou, pode ajudar a quem necessita, e se quem necessita quer realmente ser ajudado. Assistimos ao cotidiano de Milou em Bucareste. Ao chegar, trabalha para entender e ganhar a confiança dos pequenos marginais..Crianças que praticam pequenos furtos, usam drogas, se prostituem, e vivem em uma espécie de esgoto abandonado, lugar sinistro , onde qualquer pessoa que entre por primeira vez, é incapaz de nao vomitar. De igual para igual, e com o lema respeito, Milou; devagar, se aproxima e se insere no cotidiano desses pequenos ingenuo, mas agressivos, que aos poucos com se rendem ao seu carisma.. Câmera ágil, som bem trabalhado ao estilo realista, fotografia afinada as necessidades, com um agradável aspecto granulado tao vibrante intensa como a realidade das ruas de Bucareste. PA-RA-DA freqüenta espaços obscuros, sujos, caótico, livre. Passamos por bares decadentes, estaçoes escuras, o mundo underground como único ambiente possível.. Milou sofre pressoes da policia e da máfia local por suas atividades diárias com as crianças. Procura que elas se expressem a través de jogos e pequenos teatros improvisados. Realmente belo, filme completo na arte e no compromisso. Triunfo devido a convicçao de seus atores,.Nos mostram que antes qualquer problema social coletivo, estamos falando de seres humano individuais. E que cada um tem algo a dizer, um sentimento que compartir. O objetivo de Milou, nao era tirá-las da rua e colocá-las na escola, e sim era escutá-las. Estava ali para que elas pudessem se expressar, uma unica chance que alguém tinha que dar-las para que saia a voz de seus desejos íntimos.


A participaçao brasileira


A participaçao do cinema brasileiro na 65th Mostra de Veneza foi positiva. Foram 4 filmes, entre eles 2 co-produçoes, e 3 deles produzidos pelos imaos Gullane, de Sao Paulo, dois quais dois estavam em competiçao, “ BirdWatchers, filme sobre um importante tema nacional, que é o conflito entre fazendeiros e índios na disputa pela demarcaçao de Território, uma co-produçao ítalo-brasileira, que deve chegar as telas em novembro. A Gullane Filmes também co-produziu com a china (com a pariticipaçao de Jia Zanghke, e dirigida por seu diretor de fotografia), “Plastic City”, também concorrendo ao leao de ouro, filme que retrata a vida de um gangster chines e de seu filho, ambiente bandido do contrabando de mercadorias em Sao Paulo, no bairro da liberdade.José Mojica Marins, veio com Zé do Caixao protagonizado “A encarnaçao do demônio”, já comentado aqui na revista, e que teve uma boa repercussao no publico.Julio Bressane, veio mais uma vez, agora com a “erva do rato”. Estrelando Alessandra Negrini e Selton Mello. Livre adaptaçao de contos textos de Machado de Assis “ Um esqueleto” e “ A causa secreta” . Certamente um dos filmes mais arriscados do festival, buscando a uniao entre a literatura e o cinema, prescinde da clássica narrativa lineal, para realizar uma obra que invoca abstrair o sentido lógico, e aprofundar-se no território intuitivo-intelectual do expectador. Filme complexo ,uni espacial e iconográfico. De um autor hoje reconhecido como o principal vanguardista do cinema brasileiro. “A erva do Rato” é um filme pessoal e intimista , me arrisco a dizer que Julio buscava que os espectador indagasse seu significado de forma exclusivamente subjetiva.

Premiaçao da Seleçao Oficial


LEAO DE OURO"The Wrestler,” (Darren Aronofsky, US)
LEAO DE PRATA “Paper Soldier” (Alexey German Jr.., Russia)
PREMIO DO JURI "Teza," (Haile Gerima, Ethiopia-Germany-France)
ATORSilvio Orlando (“Il Papa di Giovanna,” Italy)
ATRIZ Dominique Blanc ("L’Autre," France)
MELHOR ROTEIRO Haile Gerima (“Teza,” Ethiopia-Germany-France)
CONTRIBUIÇAO TECNICA(Cinematography) Alisher Khamidhodjev, Maxim Drozdov (“Paper Soldier,” Russia)
PREMIO MARCELLO MASTROIANNI PARA MELHOR DIRETOR REVELAÇAO Jennifer Lawrence (“The Burning Plain,” US)
LEAO ESPECIAL PELA OBRA COMPLETA Wermer Schroeter (Germany)

OUTROS JURADOS

LUIGI DE LAURENTIIS LEAO DO FUTURO “Pranzo di Ferragosto,” (Gianni Di Gregorio, Italy)
VENEZAHORIZONTE“Melancholia” (Lav Diaz, Philippines)
VENEZA HORIZONTE DOCUMENTARIO “Below Sea Level,” (Gianfranco Rosi, Italy)
VENZA HORIZONTE MENÇAO ESPECIAL “Un Lac,” ( Phileppe Grandrieux, France)
VENEZA HORIZONTE SEGUNDA MENÇAO ESPECIAL “Women,” (Huang Wenhai, China-Switzerland)
PREMIO SEMANA DA CRITICA"L'Apprenti," (Samuel Collardey, France)
Label Europa Cinemas – PREMIO DIAS DE VENEZA“Machan,” Uberto Pasolini, (Sri Lanka-Germany-Italy)
PREMIO FIPRESCI"Gabbla” (“Inland”) (Tariq Teguia, Algeria)
PREMIO FRIPRESCI SEMANA DA CRITICA“Goodbye Solo” ( Ramin Bahrani US)

CURTA METRAGEM
PREMIO CORTO CORTISSIMO “Tierra Y Pan,”(Carlos Armella Mexico)
CORTO CORTISSIMO MENÇAO ESPECIAL“The Dinner,” ( Kaechi Perlmann Hungary)
PREMIO UIP MELHOR CURTA METRAGEM EUROPEU“The Altruists,” Koen Dejaegher (Belgium)